Entreato IV: Estado Violência e mais mudanças no Mundo das Trevas.

Atualizado: 7 de Out de 2019

Uma semana após a última Elísia ( Ato IV) :

  • As ruas da cidade do Rio Noturno ganharam um novo reforço policial.

  • Incêndios voltaram a se proliferar em diversos pontos do Estado do RJ no Mundo das Trevas, em especial na Cidade Livre do Novíssimo Principado.

  • Aumento considerável de Caitiff e Sangue Fraco no Domínio, bem como boatos de Anarquistas. Os boatos sugerem que os nomes Brian, Andrezinho Playboy, Tigresa, MC Bostão, Sérgio Sanguinário, Floquito e Dennys Pé-De-Cabra circulam como supostos líderes de grupos diferentes entre eles. Um grupo bem pequeno deles, pretendentes á Camarilla, tem o Neófito Sem Clã Carpenter Brut da Torre seu porta-voz.

  • Alguns Membros, especialmente do Clã dos Escondidos mas não só eles reportaram terem visto seu próprio reflexo em superfícies reflexivas se comportar de maneira esquisita.

  • Finalmente liberados, os documentários sobre canibalismo no Rio de Janeiro colocam em prova a eficiência da Máscara, colocando alguns Vampiros com certos "desvios de alimentação" com uma predisposição a Notoriedade entre os próprios Cainitas.


Quase dois meses depois:

  • O desfecho do sequestro do ônibus na Ponte Rio Niterói no Rio Noturno é aprovado por 90% da população, dando aval para a política ostensiva do Estado em especial na Cidade. Blitz, lei seca, ações policiais militares por todos os cantos dificulta e parece que tem como um dos alvos os Cainitas. O Transporte Nosferatu vira praticamente o único meio de se mover livremente pela cidade e qualquer ação de influência nesse sentido de se transportar livremente de se mover pelas ruas encontra um bloqueio natural de 4 pontos de influência elite ou 3 de submundo.

  • Aumentam os incêndios ainda mais e fica claro para os Vampiros que grande parte é causada pela Segunda Inquisição.

  • Boatos que o Elísio da Lagoa foi reativado ainda não foram confirmados.

  • Um ataque de um grupo de Caitiff liderados por Anarquistas na porta do Cemitério do Caju foi amplamente foi encoberto pela Máscara pelo Principado com sucesso.


Bandidos atiram contra cemitério durante enterro de policial no Cemitério do Caju


O Coveiro Antônio da Gama, de 78 anos, foi morto nesta segunda-feira na porta do Cemitério em segundo ataque


POR Luarlindo Ernesto


Rio - O corpo do coveiro Antônio da Gama, de 78 anos, foi sepultado na tarde desta terça-feira no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na zona Portuária. Bandidos de favelas das redondezas abriram fogo ao cemitério na noite anterior. Um helicóptero da polícia foi acionado para dar apoio aos policiais que estavam presentes ao sepultamento. A aeronave deu rasantes sobre a Favela Parque Alegria, intimidando os bandidos que atiravam de novo contra o cemitério.


Antônio foi morto nesta segunda, na porta do Cemitério onde trabalha há 40 anos como coveiro da unidade.


O crime soou como um alerta para moradores que já reclamavam dos assaltos a pedestres e roubos de carro no bairro. O comando do 6° BPM (Tijuca) criou um novo projeto visando o diálogo com a população e reforço na ronda escolar de uma creche próxima e da via do próprio cemitério . Latrocínio (roubo seguido de morte) é a principal linha de investigação da Divisão de Homicídios (DH). Segundo testemunhas, dezenove tiros foram disparados na porta do cemitério.

*Coveiro assassinado era prata da casa e personagem-testemunha de dois documentários sobre canibalismo na cidade*


Entre túmulos, campas, flores, lágrimas e saudades estava Antônio da Gama , que dia a dia tinha que lidar com um difícil momento: a morte. Na Terça-feira da semana passada ele completara 40 anos como coveiro do Cemitério do Caju, acumulando histórias das mais variadas. Ao longo de todo esse tempo, foram cerca de 60 mil sepultamentos feitos pelo “Sobobó” , como era chamado, que participou do enterro de personalidades da Cidade como os Baluartes da sua escola de samba, a Mangueira: Cartola (1908-1980); sua viúva, dona Zica (1913-2013); a amiga Neuma (1922-2000); e o mais famoso intérprete da escola de samba, Jamelão (1913-2008). Ele conta que também enterrou Tim Maia (1942-1998) e do ator, diretor e produtor Luís Carlos Miele (1938-2015).

“Uma vez foram treze enterros em um único dia”, conta ele, que também já sepultou seis colegas de trabalho e enfrentou preconceito em relação à profissão um tanto folclórica. “Uma vez, uma mulher me disse que se tivesse uma filha não a deixaria casar com um coveiro. E meu vizinho não me cumprimenta com as mãos porque tem medo”.

Antônio da Gama ganhou notoriedade recentemente após ser personagem de dois documentários sobre os estranhos episódios de canibalismos que assolaram a cidade. Um deles, produzido pelo programa Profissão Repórter da Rede Globo e vetado pelo próprio canal, será finalmente exibido na próxima quarta-feira, o outro, um especial do Jornal da Record, que não foi ao ar por problemas técnicos. A reportagem teve acesso aos depoimentos pessoais porém o conteúdo das entrevistas em relação aos crimes de canibalismo é exclusivo dos dois programas investigativos.


Antônio deixa cinco filhos, nove netos, sete irmãos, dezoito sobrinhos e 30 sobrinhos-netos, além da sua fiel cadelinha Lessie, que não desgrudou de seu corpo no velório.

Nota de pé de página do jornal :

“Tão chamando o chefe do tráfico do morro de Denis pé-de-lata. Que ele teria uma perna mecânica.” - Morador da Favela Parque Alegria


Mais de duas semanas depois:

  • Uma ação em conjunto de diversas forças policiais cercaram a Freguesia e o Tanque, território do Arquiteto da Torre Frei Diego, ex Conselheiro original do Clã dos Magistrados da Cidade Livre sob Caçada de Sangue decretada pelo Novíssimo Cônsul Príncipe Don Guido Cria de Danna da Pura Linhagem De Tínia do Clã dos Reis , sendo altamente televisionado pela grande mídia.

  • Nesta mesma noite uma explosão de gás destruiu por completo a Igreja Nossa Senhora da Penha, um dos refúgios mais inexpugnáveis do Caçado Frei Diego, notório lar de sua vasta biblioteca arcanista.


Igreja tradicional da Zona Oeste do Rio é totalmente destruída por incêndio após explosão.