Como Foram o Ato I e o Entreato I

Ato I: O “Sumiço” da Príncipe Nesta época chega ao Rio Dana, uma Ventrue Arconte da Justicar Toreador e, com muito esforço diplomático e pouquíssima violência visível consegue reunir todos os interesses de Anciões, Ancillae e Neófitos em um forte Principado da Camarilla, distribuindo territórios, prestígio e anistia, convidando outros Membros (Kindred) para fortificarem a sua tão delicada estrutura de poder. A Arconte foi aclamada como a Príncipe da Cidade, e assim permaneceu por mais de 15 anos, até que misteriosamente desaparece sem deixar vestígios.

Sem a mediadora por excelência do principado, tudo pode acontecer. A investigação de seu desaparecimento deveria ser a prioridade principal? A constituição de um novo Conselho? A aclamação de um novo Príncipe? A declaração de um Estado de Guerra? A criação de um Baronato Anarquista? Uma volta à Cidade Livre? A criação de um Arcebispado? Ou será necessário chamar um Conclave com a presença de mais estrangeiros para tudo resolver? Agendas de poder serão re-avaliadas? Escaramuças iniciadas? Sabotagens? Invasão? Os Antigos, novos e recém chegados conseguirão chegar em um consenso? Ou tudo vai voar pelos ares? Cenas de Ações de Entreato. Adeus Cidade Livre Meses se passaram após a inauguração a mal sucedida inauguração do Novo Principado do Rio de Janeiro no Elísio da Lagoa. A empreitada hegemônica da Camarilla, declarando o fim ao status de Cidade Livre se tornou um completo fracasso.

A percepção de que tempos tempestuosos estavam por acontecer se deu no início da última reunião, quando o anúncio do sumiço da Príncipe Dana dos Ventrue foi feito à corte de maneira escandalosa e inapropriada pela agora desgraçada Anciã e agora ex-Zeladora do Elísio Dominique dos Toreador, transformando a reunião em absoluto caos, fazendo com que toda a agenda de pedidos de Abraço e outras importantes atrações da noite fosse substituídas pelo pânico e confusão.

Tudo isso ocorreu em um momento ímpar em meio aos sumiços em toda América do Sul dos líderes fanáticos do Sabbat e alguns poucos anciões dos Independentes e da Torre de Marfim. Se antes nada parecia abalar a força do Novo Principado Carioca, em décadas algo completamente impensado foi feito: uma reunião extraordinária do Conselho da Cidade. A Reunião do Conselho O Conselho do Rio se reuniu com a presença de quase todos os Conselheiros Anciões representantes dos Clãs e Linhagens de Sangue. Diante do desaparecimento da Príncipe, o Conselho nomeou um novo Senescal - o Conselheiro Ancião Cristiano dos Lasombra Antitribu - e declarou a existência de um Estado de guerra na cidade.

O Secretário Ancilla Dennys "Pé-de-Cabra" dos Brujah trouxe informações sobre um ataque de uma criatura Doppelgänger que tentou destruí-lo e depois conseguiu escapar. O Ancião e Harpia Regente Álvaro dos Tremere apresentou informações de perigos anteriores a chegada dos Clãs no continente sul americano e rumores de intervenção da Justicar Manuela Brujah pressionando à distância o Chefe das Harpias e Ancião recente Saramago dos Toreador, quando foi anunciado que o Conselheiro Ancião Nascimento do clã da própria Justicar fora avistado estacado, afundando em região profunda do oceano atlântico bem longe da costa. Apesar da rapidez da resposta, o grupo destacado para salvar Nascimento não logrou êxito, pois nada foi encontrado.

Investigações foram feitas para apurar o desaparecimento da Príncipe Dana e o que teria acontecido com o Conselheiro Nascimento, mas outro problema surgiu nesse meio tempo: uma série de incêndios em diversos lugares da cidade, aprofundando ainda mais o caos. Rio 40 graus, cidade de incêndios e do caos A quantidade absurda desses eventos abafada pela mídia e relativizada pela população se tornaram mais evidentes com a tragédia do Museu Nacional no Rio. Também outros lugares como Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, vários prédios na Avenida Rio Branco, Saara e a Serra dos Pretos Forros, entre outros, arderam na noite.

Por medo e paranóia os Membros da Camarilla se mantiveram acuados em seus territórios enquanto o leal Xerife Rolf dos Brujah continuava incomunicável durante investigações. Enquanto os mortais vivem uma intervenção federal, a Camarilla espelha uma intervenção diferente: o conselho nomeou um Marechal de Guerra (o Conselheiro Ancião General Meneses do Clã da Rosa), que tenta impor sua autoridade para manter tudo sobre controle.

Cada vampiro, cercado de paranóia e apreensão, só conseguiu portanto defender um território por vez nessa ação de entreato. Todos os territórios não patrulhados sofreram uma tentativa pelo menos de alguma espécie de incêndio, na maioria de pequeníssima escala ou até nos citados acima, de larga escala.

Ao mesmo tempo o Ancilla e Harpia Delfim dos Nosferatu conseguiu divulgar com sucesso que o clã oferece rotas de locomoção e transporte mais seguras e rápidas pelos subterrâneos que as vias normais da cidade, lembrando que o Rio de Janeiro do Mundo das Trevas tem um trânsito de carros e dificuldade de locomoção pública muito pior que o mundo real.

Alguns boatos correm sobre a fatídica noite do último elísio. Uns dizem que um mergulhador teria sido “visto” por dons sobrenaturais de alguns anciões e que o mesmo teria diablerizado o Conselheiro Brujah; outros dizem que na mesma noite uma enorme sombra teria se manifestado no Vidigal. Esses boatos não foram confirmados … ainda. Mas, diante da desordem e do caos, nada é impossível…


Ato II: Réquiem para um Afogado e o Legado da Guerra Ah me! what hand can pencil guide, or pen, To follow half on which the eye dilates Through views more dazzling unto mortal ken. Than those whereof such things the bard relates, Who to the awe-struck world unlocked Elysium’s gates? — Lord Byron "Eu clamo aos Campos Elíseos! Cada Membro (Kindred) e ainda mortal que por suas augustas veredas caminhe, saiba que pisas em local sagrado. Olhai este piso barato e essas paredes toscas, e saiba que valem mais que os palácios de Hardestadt,, pois aqui são monumentos à nossa união. Espíritos cansados do circo de horrores além daqueles pórticos, venham e refresquem-se! Ousamos oferecer por uma noite algo além de sombras e pó, e as pequenas maldições legadas por nossos senhores! Que tudo aqui seja belo e nos lembre dos homens e mulheres que fomos, e possa nos inspirar a ser tudo aquilo que ousamos querer. Caminhemos entre pares, em um museu de espíritos vivos; e nos maravilhemos e apreciemos tudo que cada um de nós foi e se tornou. Nada do que ocorre lá fora encontrará guarida aqui; não permitiremos que o que nos divide entre Camarilla, Espada de Caim, ou Anarquismo adentre esses salões: Somos todos e cada um, melhores que isso.” - Conselheiro Nascimento dos Brujah, O Dragão do Mar, 1997 Esse é o convite para a próxima reunião, caros jogadores. Não em um Elysium formalmente reconhecido pela Príncipe, como outrora, mas um Elysium clamado por todos em respeito a Nascimento, por uma noite, para que todos possam se lembrar de seu sonho. Ousará alguém quebrar o que um coração imortal ousou sonhar? Nascimento acreditava que os Elysiums (Elísios) deveriam ser protegidos a qualquer custo como Oásis para tudo aquilo que nos rouba de nossa humanidade e nos divide, nos afastando de nossos pares e de tudo que fomos e seremos. Através desse personagem e de seu chamado, gostaríamos de convidá-los, em ingame/outgame (ON e OFF), para uma noite além de todos os conflitos e divisões, nas vésperas das eleições que dividem o país. Que não haja divisões ou acusações. Que possamos nos vestir de carne imortal e através das águas do Leto lúdico, lembrar de algo que nos irmana - a paixão por Vampire: The masquerade. Se atenderem esses chamados, meus amigos, peço que venham sem nada que o identifique politicamente como buttons, adesivos, camisetas, e discursos.

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