Crônica: Rio V5 LARP

Atualizado: 28 de Jan de 2019

Ambientação Completa

"É um mundo ... das trevas. O pecado de Caim gera os horrores amaldiçoados que espreitam a noite em busca de sangue dos vivos. Os Membros têm sido uma influência secreta em todas as eras da história humana, tramando uns contra os outros em uma Jyhad sem fim. Sua progênie imortal está entre nós até hoje ... Escondida aos olhos da humanidade ... Por uma elaborada ... Máscara! "

Vampire the Masquerade: Redemption

O Rio de Janeiro do CWOD ERA uma "Free City" e é vista com exotismo e pouca compreensão pelos demais Kindred (Membros) e Cainitas pelo resto do mundo das trevas. Para todos os efeitos era uma cidade regida por um Conselho Lasombra-Toreador com Vampiros a parte das disputas de Seitas, além da presença forte de Independentes, Linhagens e Autarcas.


A cidade passava por eventuais subidas e descidas de poder de Príncipes e Arcebispos mas nunca perdendo seu real poder "livre" da Jyhad. Porém, por volta do final do século 20 vários fatores foram se desenrolando (Ascensão e/ou queda de Anciões/Linhagens, Investida do Sabbat na América do Norte e sua eventual quarta guerra civil, reestruturação da Camarilla pela saída de grande parte do Clã Gangrel, Síndrome do Sangue Fraco, Histeria apocalípticas sobre o Gehenna e misteriosos ataques aos líderes Sabbat (Sabá) na América do Sul, a cidade recebeu uma renovada população de vampiros e algumas discordâncias entre os Anciões do Conselho Carioca fazem a coisa ameaçar a ruir.

Sangue. O poder do sangue é tudo. Ele nos chama, nos nutre e na escuridão faz de todos nós lindas monstruosidades ... Noites modernas Sexies e mortíferos vampiros brincam com mortais como parte de seus pessoais e elaborados esquemas.


Vampiro: a Máscara edição de aniversário de 20 anos (V20) é, em essência, uma mistura das três edições anteriores de Vampiro: A Máscara, deixando seu legado para a tão aguardada Quinta Edição (V5). A atualização se fundamenta fortemente na evolução da ambientação do Mundo das Trevas Clássico (atualizando mais de uma década de progresso cultural) e mitologia (amarrando as pontas soltas das três edições anteriores, ou em algumas vezes a recriando-as), mas se afastando um pouco do final do Metaplot, que se desenvolve como “agnóstico” em algum ponto do final da segunda edição em vez de seguir o final da ambientação proposto pela terceira. Dessa maneira, a ambientação e o sistema de Vampiro: A máscara se reorienta para uma configuração única, aumentando sua compatibilidade e tie-ins com outros jogos como Lobisomem ou Mago, onde as mudanças de evolução da ambientação também se deram.


Levando em consideração que a ambientação de Vampiro tem décadas de existência, é bastante natural que a ambientação tenha se repaginado e atualizado - afinal todas as coisas devem mudar. Depois de vinte anos de mudanças como celulares, câmeras, internet portátil, redes sociais e streaming, nossa sociedade mudou muito, e isso afeta profundamente os Kindred. Em vez de um vampiro hacker espreitando em seu porão, vampiros abraçam a idéia de "tecnologia como moda", integrando-a em seus excessos sensuais e sexuais. A Máscara não é mais protegida por seitas monolíticas, mas por todos os Membros da Família (Kindred) individualmente. Sem poder mais contar com o silêncio como aliado, os vampiros aprenderam a se esconder em plena vista, circulando histórias e seduzindo a todos com Presença e Dominação, para esconder sua verdadeira natureza bestial. A Máscara, portanto, não é mais um Xerife batendo à sua porta, mas uma campanha de difamação na mídia.


Temas principais: tecnologia como moda, conspirações elitistas, a ilusão do status quo, vampiros como criaturas sexuais em seu ápice, evolução em vez de revolução.

Todo esse cenário irá descambar na vinda do Quinta Edição (V5), que trará uma Nova Idade das Trevas e tudo será diferente. E os personagens do jogo vivenciarão essa mudança.


O Metaplot, fundamentalmente, segue as seguintes linhas gerais:


Movimentação dos Ancientes:  Os Anciões dos Anciões, os Vampiros mais antigos influenciam o mundo em seus torpores ou despertam brevemente para manipular diretamente seus clãs, moldando-os estruturalmente em novas configurações. Clãs como Assamitas, Gangrel, Malkavianos, Tremere, Tzimisce (entre outros) sofrem visíveis mudanças de poderes, maldições e/ou estruturas.


Guerra entre as Seitas: Domínios são conquistados ou retomados, o Sabá e a Camarilla se encontram em plena guerra com baixas significativas (e algumas delas por disputas internas) enquanto os Estados Anarquistas crescem pelo mundo ocidental. Os cultos à Gehenna organizados por anciões caem e novas organizações minoritárias ascendem entre os vampiros de linhagens de sangue e neófitos.


Maquinações dos Independentes: Os Setitas, Giovanni e Assamitas encaram as ações e consequências de seguirem (ou rejeitarem) as agendas de seus ancestrais. Artefatos escondidos ou perdidos ganham suma importância, enquanto a guerra no Oriente dos Ravnos contra os Cataianos leva o clã a catástrofe.


Sinais da Gehenna: Chega a o Tempo do Sangue Fraco, enquanto os nodistas em suas Seitas procuram pela mulheres com a marca da lua crescente. Os Sinais do Livro de Nod se concretizam de formas imprevisíveis. Uma Estrela Vermelha surge nos céus e some. A Camarilla passa a ter que admitir certas verdades enquanto o Sabá passa a duvidar de suas crenças. O Fim do Mundo existe mas ainda está em curso....


Fragmento de relatório do Arconte Praetor Frederico Di Padua dos Nosferatu (Justicar Petrodon) sobre o Rio de Janeiro para o Arconte Pascek dos Brujah (Justicar Carlak) em novembro de 1988.


“(…) Muitos vampiros das mais variadas origens migraram para o Rio: os inúmeros turistas garantem que a alimentação no Rio seja farta e praticamente sem esforço. Ainda que a elegante sedução dos inocentes falhe, vampiros de paladares menos exigentes sempre poderão ir até as comunidades miseráveis da cidade e arrastar vítimas anônimas para fora de suas pobres casas.


Enquanto grande parte da América do Sul é dominada pelo Sabá, com algumas cidades fortes da Camarilla ou centros de Independentes, o Rio de Janeiro se declara uma “Cidade Livre”, como Sidney na Austrália, onde a Torre de Marfim e a Mão Negra não entram em conflito aberto e todos os Membros são aceitos e recebidos com festas e festejos. Para os vampiros turistas, essa neutralidade é chamada de Carnaval. Aparentemente, após séculos de luta os representantes dos Lasombra e Toreador,decidiram decretar paz e fazer fortuna em cima da cultura e mercado da extração de minério, escravos etc.


A variedade de Membros no Rio de Janeiro é quase sem precedentes, e você

precisa saber ser orientado por onde ir (e principalmente por onde não ir). Os membros do Sabá podem ser monstruosos nas favelas enquanto a Camarilla domina as boites, casa de shows, praias, clubes e hotéis... Sendo assim os Lasombra e Toreador ainda dominam no Rio. Suas áreas de atuação são bem demarcadas pelo estilo e elegância de algumas regiões e as áreas mais mais sóbrias e violentas da urbe. Os Amigos da Noite e as Guildas são, de fato, os mais influentes no jogo de poder da cidade. Os Brujah também andam em abundância, alguns são descendentes de escravos ou remanescentes das resistências aos Regimes Ditatoriais mortais, enquanto outros são atraídos pelos ritos da santeria do Rio e pelos cultos de sangue subversivos. Malkavianos assombram as ruas noturnas, e seus excessos são ignorados pelo rebanho festivo; Os Tremere se escondem nas sombras, espionando e vendendo seus serviços; Setitas sibilavam pelos becos, oferecendo diversão para satisfazer a todos os gostos; e até mesmo Assamitas podem ser encontrados aqui, como assassinos ou como estudantes de artes marciais como a capoeira e o jiu-jitsu brasileiro. Aqui um Membro pode contratar um Tzimisce para esculpir seu amante dos sonhos, ou um devoto católico Lasombra pode rezar na frente da Estátua do Cristo Redentor ao lado de um Gangrel de fé protestante escocesa.


Na minha opinião tudo isso é uma grande Máscara, mas, de qualquer forma, acaba por facilitar acesso a muitas informações sobre o Sabá e Anarquistas de fora da cidade. Sugiro uma investigação maior, com a possibilidade de se recrutar ou infiltrar um espião permanente nesse domínio.