O Périplo de Rayzeel


Esta cópia foi encontrada pelo Ex-Xerife e atual Conselheiro Rolf dos Brujah por ocasião da sua investigação do desaparecimento da Príncipe Dana. Não se tinha notícias de qualquer escrito no século 20 de Mestre Afonso e este parece ter sido seu último antes de sua queda e degradação completa. Sabe-se que o Toreador mal conseguiu terminar seu projeto de Léxico no Século 19, pois algo em meados daquela época realmente tirou sua vontade de escrever, portanto o que se tem aqui nas mãos é algo rarissimo de ver.


O Xerife levou a cópia deste livro para a Reunião do Conselho da Rosa Sombria na mesma noite do Réquiem para o Conselheiro Nascimento… De alguma forma que não está totalmente clara, alguém conseguiu copiar todo o texto deste livro e enviar para alguns poucos Nodistas pelo mundo. Meses depois o Red Question hackeou um desses e-mails agora ele circula livre pela SchreckNET 2.0, apesar dela estar notoriamente comprometida e também apesar de todos os esforços de alguns Arcontes e dos Dráculas Digitais em apagar o arquivo. Seu personagem pode ter recebido esse documento ou algum usuário conhecido dele pode ter lhe mostrado, mas saiba que, ao fazê-lo, estará sob sua própria conta e risco…


"Este é o Périplo de Rayzeel, gravado numa estela votiva (um ex-voto) no templo de Ba’al Hammon, em Cartago, na língua da primeira cidade, vulgar (e erroneamente) chamado de “enoquiano”. Ba’al Hammon (ou Baal), o “Senhor das Estrelas”, era a principal divindade cartaginesa (nas traduções do Periplus aparece referido, por aculturação, como Cronos ou Saturno, como é conhecido entre gregos e romanos sucessivamente).

Quando os romanos arrasaram aquela cidade, no término da Terceira Guerra Púnica, influenciados pelos Cainitas da Pax Vampirica Romana, a estela foi totalmente destruída, mas não sem que antes fosse copiada. Porém, diferente do famoso Périplo de Hanno, do qual foram feitas milhões de cópias sucessivas pelos mortais, existem apenas vinte e seis cópias da estela desse Periplus, em grego, que sobreviveram até as nossas noites. O conteúdo dessas cópias, contudo, aparecem em múltiplas citações e elaborações das tradições orais e escritas dos Fanáticos Brujah Medievais (antes do clã se degenerar e perder sua erudição, deixando de serem reis filósofos para virarem apenas “a ralé”).


O texto original do Periplus Rayzeelis não sobreviveu. As pouquíssimas cópias conhecidas mais antigas, de origem grega e bizantina, são os manuscritos Palatinus Menelennus de 348 (atualmente em posse do Ancião Critias, em Chicago) e Vatopedinus Noctre de 615 (parte em posse do Monarca Mithras em Londres e parte em posse do Monarca Villon em Paris). É a partir destas cópias, e das múltiplas referências dos autores clássicos, que o texto foi reconstituído pela Brujah Lilika Kairos, e revisado pelo Ancião Toreador Padre Jean Marc D’Harfleur, que, juntamente com o Ancião Ventrue Sir Gilbert D’Harfleur e o Ancião Arconte Praetor Nosferatu Frederico diPádua (são os notórios Membros da mítica coterie Filhos de Issac, famosos por estarem presentes na Convenção dos espinhos como Mirmidões dos Fundadores da Camarilla e portanto longos estudantes da Cultura dos Membros).

O texto reconstituído desse Periplus consta apenas de um parágrafo e reconta, de forma linear e cronológica, o macabro rito de Baal onde humanos cartagineses eram “por livre escolha” sacrificados a Ba’al Hammon (ou Baal), a principal divindade cartaginesa. E onde Cainitas eram devidamente diablerizados como parte do Rito por outros Cainitas, enquanto outros tantos apenas assistiam.

A primeira edição moderna do Periplus de Rayzeel apareceu em Malta em 1524, como apêndice à edição da obra de Arriani por Ionntus. Estive com ela em mãos, por ocasião de seu surgimento, não sem dever vários favores por isso, inclusive para meu próprio Sire. Esta edição foi seguida por outras, em Estrasburgo (1641), Leyden (1654) e Londres (1777), todas que tive acesso, tornando-se, dado o crescente interesse pelo nodismo, numa das obras secretas mais comentadas da história oculta Cainita...


Texto do Periplus Rayzeelis O texto integral da versão conhecida do Périplo de Rayzeel, partir da versão inglesa, é o seguinte

(o nome dos lugares foi deixado na grafia greco-latina ou inglesa):


  1. Time and time gain Meleneus had warned them, as he made his way to Ramata in the interior of the continent, that the Baali had proven themselves to be far more manipulative than originally imagined. They gained a stranglehold over the populace through their infernal rights of sacrifice. Moloch placed himself as a god above all others, he believed himself to be a deity beyond compare, who had united Carthage’s populace. But the truth will remain forever hidden from all.

  2. In the depths of the Temple of Baal, behind closed chamber doors, belonging to the deity Moloch, Troile stood at the edge of a pit, known as an organ pit, at the center of the dimly lit room. Inside the pit were five children, whose small broken bodies lay haplessly scattered in the blackness, the remnants of the past week’s sacrifice. Flies and other vermin scurried around the bodies. Moloch motioned to the female, not standing too far behind him. With little effort she heaved he large body onto her shoulder and tossed him like the others into the pit. Moloch looked up to catch a glimpse of Troile’s expression, the Baali’s lips curled on the sides to reveal small pointed incisors as a smile broke through his once passive demeanor, watching Troile’s increasing bloodlust.

  3. The man who now was at the bottom of the pit stirred ever so slightly, until his muscular body ached al over as if his muscles were atrophied from long periods of disuse. Near his head lay one of the children, his head spun with lack of blood and he felt a hunger rise in him, only to ravenously close his fangs into the dead body. One by one, he moved around the large pit emptying the bodies with increasing intensity. When he was done he looked up at the figures standing around the pit. He felt like he was in an arena, he bared his fangs at them, hissing like a wild animal. Troile’s fierce gaze roots the imposing man to his spot. Troile leaped down and grabbed the man at the back of his neck and with prenatural speed he sunk his teeth into her newly flushed skin. Troile drank deeply until he held a husk in his arms that crumbled to the ground, leaving tendrils of dust floating the air.

  4. Moloch who stood at the top of the pit smiled for he knew that over these past few decades darkness had taken over Troile’s conscience, allowing Troile to hunger for Cainite vitae.

  5. “My destiny is my own” screams Troile after the Amaranth, black blood all over is face and fangs.” I am free, completely free of my sire, free of the other Antediluvians plotting, even free of the Dark Father and the Dark Mother’s war. I am not doomed to share the same faith of the other fourth generation when Gehenna comes. I am truly a player of the Eternal Game. I am Unbeholden.” Then Moloch smiles and simply replied: “Indeed, my beloved one. Indeed. And so am I”.

  6. Then, after some minor horrors, they depart. The Temple was once again desert, avoid of life or unlife. All was still, all was quiet – except for the barest hint of sound, the shriek of a ghostly wind rushing thought the unexplored caverns far below. Or perhaps it was the insane chortling of demonic laughers.

  7. Maybe it was the Ghost of Troile’s sire smiling thought time and time again. Maybe the wind came from Ashur’s Black Monastery, if Asshur is indeed the real sire of the Baali, I´m not so sure of that... Maybe some other Antediluvian´s chuckling: Malkav perhaps was playing me a simple prank. Or maybe my beloved Father was watching all through my own Third Eye.Blood calls upon blood. And then again, maybe, maybe they´re all watching and laughing. I ‘m not so sure of that… I really don’t know.

  8. What I do know is that both Troile and Moloch are wrong! All Fourth generation, through diablerie or not, regardless of sire, are bound to the original Antediluvians with unbreakable chains. We are all Foolish puppets! We think they have true power, but we only usurp a hit from what true power really came. The salvation doesn’t lies in temporal power. Redemption doesn’t rest in ephemeral power. As the Archangel said to Caine, only in Golconda we will find peace. And only in the Last Daughter we will have freedom.

  9. Beware, my brothers and sister of blood. Beware all Cainites. Gehenna is at sake. Seek for Golconda, seek for the Last Daughter! Do not seek the same mistakes of the past! Do not seek Ventrue mistakes in the Second City. Do not seek Ynosh mistakes in the first city! And truly do not seek Troile´s foulish blood hunger! Beware! Mark the signs, Find Her… Gehenna is coming!"

Ponderações e especulações:

A palavra Ba´al quer dizer senhor, lorde ou sire. Era um termo muito comum naquela época. Por toda a Fenícia, por exemplo, cada cidade tinha seu Ba’al – lorde - ou Ba’ alat – dama - que era cada qual , o chefe urbano máximo e indiscutível. Ba’ alat de Berytus era uma ninfa a qual Adonis se apaixonou; Héracles possuía o título Ba’al de Tyre; já o império mesopotâmico usava o título Ba’al para cada um dos seus deuses, a fim de esconder os nomes de suas divindades dos estrangeiros e dos povos conquistados. Os Israelitas e mais tarde também os cristãos e muçulmanos transformam Baal em Baal-zebu ou Beelzeb