Cargos da Camarilla Parte I

Cargos da Camarilla Parte I: O Príncipe, o Senescal (Consigliere), o Conselho Primogênito (Conselho da Rosa Sombria) e seus Secretários

Antes da Ex-Príncipe Dridane "Dana" Holman declarar Práxis, a Cidade Livre do Rio de Janeiro Noturno possuíam facções bastante estruturadas e separatistas, que tinham cada uma suas próprias estruturas:


A Camarilla: com seu Príncipe, Primogênitos, Xerife, Arauto, Secretários, Mirmidões e Coteries etc.


O Sabá: com seu Arcebispo, Bispo, Templários, Sacerdotes, Ducti e Bandos.


Os Autarcas: sem organização alguma


E cada Clã Independente com sua própria estrutura interna:

Silsila, Rafiq, Da'i e o Áses para os Banu Haqim

Hierofante, Sacerdotes Leitores e Guardião do Templo do Ministério

Nonna, Cappo e Maestro para a Famiglia Giovanni dos Hecata

etc.


Já o Conselho da Rosa Sombria era formado pelos Anciões dessas facções e os Autarcas, que não se misturavam com nenhuma delas, na sua maior parte dos Clãs Lasombra e Toreador. Estes eram os Conselheiros. Já os Anciões dos Independentes tinham voz mas não possuíam voto. Esses eram os Magistrados. Tradicionalmente, o líder do Conselho era chamado de Cônsul. Ele era eleito a cada reunião em tempos de paz ou vitalício com o título de Marechal durante todo o tempo de guerra. Apenas um cargo era reconhecido por todas as facções: A Zeladora do Elísio que tradicionalmente era a Anciã Toreador Dominique Santo Paulo.


A estrutura da Cidade Livre mudou com a falsa supremacia da Camarilla arquitetada por Dana, porém as hierarquias eram toleradas longe da vista da Corte da Torre de Marfim e fora dos Elísios. Apesar da maioria do Sabá partir para a Cruzada da Gehenna e alguns de seus Cainitas cariocas deserdarem para a Camarilla, a mentira da supremacia foi se tornando cada vez mais verdade, e a Torre foi se tornando cada vez mais elitista e orgulhosa de sua efetividade e feitos.


Dana, a eterna diplomata, conseguia manter com muito custo algumas das diferenças longe dos olhos da Corte, inclusive aceitando Cainitas e lhes dando territórios de caça longe dos olhos da Torre, decretando alguns desses territórios como "proibidos".


Dominique mantinha para ela alguns dos Rituais fundamentais do Sabbat da facção dos Moderados e de outros cultos antigos vampíricos de forma heterodoxa e amenizada, para parecerem "atrações diferentes" do Elísio. Para isso ela contava com alguns Conselheiros e Magistrados: Frei Diego e Ignácia mantinham o coração daqueles que tinham formas diferentes de fé em Caim satisfeitos. Mestre Afonso nas Elísias e Sebastião às escondidas da Corte sussurravam nos ouvidos dos mais novos herdeiros das duas facções palavras de como a Cidade Livre era mais justa e libertária e para que não dobrassem o joelho facilmente para a Príncipe. Boaventura e Gratiano se mantinham alheios a tudo isso enquanto que Kalixto, Sara, Nonna Constanza, Don Martino, Isaura, Malaquias, Bernardo, Nascimento, Téo, Menezes e Cristiano influenciavam o mundo mortal como poucos. Até que a Príncipe Dana desapareceu...


Cada cidade da Camarilla tem sua hierarquia própria e singular, forjada em modos e leis, procedimentos, Cortesias, Cúrias e Éditos, desenvolvidos por gerações de acordos, promessas, juras e apoiados por poderosos Laços de Sangue. Conquanto a tendência de um Príncipe como o regente, Primogênitos como conselheiros e um Xerife como o executor da lei se tornam uma convenção, algumas cidades têm múltiplos regentes ou sumiram com alguns cargos tradicionais totalmente. Alguns Domínios poucos mas significativos inclusive descartam a ideia de um Elísio, declarando que se trata de uma antiga premissa que todos o Membros se encontrarem num único lugar carrega um potencial sentença de Morte Final.


Para muitos, a Corte que Don Guido ganhou do Senescal Cristiano em uma Symbel de Mestre Afonso é única, mas tenta simular, em muitos aspectos, tudo aquilo que Dana aprendeu em Chicago, a mais Camarilla das cidades dos Estados Unidos. E tudo aquilo que sua falecida Senhora tentava evitar.


As hierarquias dos Anarquistas e dos demais Clãs fora da Camarilla como Brujah, Gangrel, Ministério e Hecata estão se reestruturando no momento do nosso jogo no V5, faremos uma publicação posterior assim que estas se restabelecerem.




Príncipe

O Ancião, O Soberano, O Suserano, O Regente, O Prefect, O Prefeito, O Premier, O Governador, O Marechal, O Pretor, O Cônsul.


"(...) Já que amor e medo raramente podem coexistir, se devemos escolher entre eles, é bem mais seguro ser temido do que amado."

  • NICCOLO MACHIAVELLI, O PRÍNCIPE.

“Você renasceu em uma Seita com centenas de anos, cujos líderes convenceram o mundo inteiro de que nossa existência é uma mera ficção. Basta dizer que existem algumas expectativas postas a mesa: Em troca da herança e da educação que já recebeu, você deve aderir às nossas leis e costumes - as Tradições. E se deseja avançar em nossa sociedade, terá que me impressionar."

  • KEVIN JACKSON, O PALADINO, PRINCIPE VENTRUE DE CHICAGO

O Príncipe é o vampiro que reivindica o direito de governar um Domínio. Um Membro se torna Príncipe alegando Práxis e, se for bem-sucedido, tem a liberdade de fazer o que quiser dentro de seu Domínio - pelo menos em teoria. Nas noites modernas, o título de Príncipe é sinônimo de Camarilla, mas a designação remonta antes de Roma e a continuidade nas estruturas feudais da Idade das Trevas. O título Príncipe se aplica a governantes de ambos os sexos; apesar das origens patrícias do título, o uso moderno do termo deve mais ao pequeno livro de Maquiavel do que à realeza.


Um Príncipe representa sua cidade, para o bem ou para o mal. Ele é encarregado da lei, governança e de reforçar as Tradições. Tais Tradições descrevem os direitos e responsabilidades do Ancião, tais como as do Príncipe para dar ou reter o presente de Abraçar alguém a seus súditos ou sentenciar um Membro dentro de seu Domínio a Morte Final.


Ele mantém a paz entre os Cainitas e cria leis locais conhecidas como Cúrias ou Éditos (ver apêndice); ele também faz o que for necessário para manter a cidade organizada e a salvo de incursões. Um Príncipe usa muitas Máscaras, incluindo diplomata, comandante em chefe, legislador, patrono das artes e juiz. Enquanto sua autoridade deriva das Tradições, seu sucesso como Príncipe depende tanto, senão mais, de sua capacidade de gerenciar um Domínio cheio de predadores noturnos sobrenaturais através da aplicação hábil de influência, persuasão, carisma pessoal e pura força de vontade. Alguns Príncipes são de fato tiranos despóticos, mas poucos podem manter sua Práxis por muito tempo sem talento para uma administração capaz. O adágio mais comum é que "um Príncipe dura para sempre ou se esvai em poucas décadas".


Historicamente, no Mundo das Trevas, a posição era reivindicada pelo vampiro mais poderoso em uma determinada região, governando como desejava. Lentamente, após a Convenção dos Espinhos, a Camarilla reformulou a percepção moderna de um Príncipe, incluindo a adição de um conselho consultivo: os Primogênitos. Com o tempo, certos privilégios e responsabilidades foram anexados à posição, por capricho do governante ou pelas exigências dos governados. A posição atingiu sua forma moderna e familiar durante o Renascimento.


A verdadeira capacidade e poderes de um Príncipe variam de Domínio para Domínio. Um Príncipe poderoso pode optar por administrar pessoalmente toda a cidade, enquanto um Príncipe menos capaz pode ser uma figura alegórica para um poderoso Conselho de Primogênitos. A Torre não possui uma política definida para sucessão e geralmente reconhece o vampiro mais poderoso que deseja reivindicar o título de Príncipe . Este deve apontar um Arauto para anunciar todos que ele tomou a Práxis. Um Príncipe governa absolutamente, até perder o poder e outro tomar seu lugar por manobra política ou por um golpe de Estado sangrento. Se um Príncipe se mostrar incapaz de manter a segurança da cidade contra uma incursão, poderá ser forçado a abdicar por seus cidadãos ou através de um Conclave Judicial.


Se o Príncipe sofre a Morte Final ou for forçado a deixar o cargo sem um sucessor claro, a posição geralmente recai sobre o Senescal. Mais de um infeliz Príncipe "acidentalmente" encontrou a Morte Final, permitindo que um Senescal ambicioso ascendesse à posição.


Deveres do Príncipe

Reforçar e Executar as Tradições: É sua obrigação Interpretar e fazer cumprir as Tradições dentro do Domínio. Declarar as Cortesias*. Se a Máscara rareia em uma cidade da Camarilla, os Justicars não vão olhar para aquele que quebrou as Tradições, mas para o Príncipe que deveria reforçá-las.


• Julgamentos: O Príncipe irá tanto julgar todos os processos, inquéritos e julgamentos ou apontar outro para fazê-lo. Declarar Caçada de Sangue em criminosos e inimigos da Seita. É seu o Direito de Destruição de acordo com a Sexta Tradição.


• Garantir e ceder Favores: É sua obrigação executar audiências de petições de outros Membros e atribuições de Domínios. Ceder Territórios de Caça e Direito de Abraço dentro da cidade. De reconhecer todos os Membros que chegam ao Domínio. De atribuir Território de Caça aos Clãs, Facções e Coteries do Domínio.De exilar o indesejável. De sancionar violações das Tradições. De punir os malfeitores por violar Tradições, especialmente a Tradição da Máscara. E de ter jurisdição de status sobre seu domínio.


• Realizar Cortes: É sua obrigação por fim encontrar e aceitar formalmente visitantes em sua cidade, de acordo com as Tradições de Domínio e da Hospitalidade. De declarar ou revogar Elísio. E de apontar cargos.


Tipos de Príncipes

Todo Príncipe governa à sua maneira, mas o que une a maioria deles é o amor por fazer política e o talento por exercer controle.


  • Profeta: Este Príncipe finge falar por um poder muito maior do que ele. Tipo comum entre Príncipes dos Clãs Ventrue ou Tremere.

  • Déspota: Governando com punho de ferro, ele não aceita dissenso ou permitir que as transgressões fiquem impunes. Os Xerifes e seus assistentes em Domínios de Príncipes déspotas estão organizados quase como uma polícia secreta. Comum entre os Príncipes dos Clãs Tremere ou Banu Haqim.

  • Mogul: Orientado por detalhes e obcecado com fatos e números, eles se preocupam apenas com os resultados. São normalmente dos Clãs Nosferatu ou Ventrue.

  • Líder Supremo: Usando entretenimentos e jogos de status para distrair e atrair seus súditos, esse Príncipe permanece no poder pela força de seu próprio carisma. Normalmente são dos Clãs Toreador ou Malkavianos.

  • Guerreiro: Focado inteiramente em atacar seus inimigos e punir seus rivais, ele estão sempre em pé de guerra. Normalmente dos Clãs Brujah ou Banu Haqim.

  • Demagogo: Usando caos e estratagemas para esconder seus verdadeiros propósitos, ele controla seus súditos por meio de conspirações. Perfil comum entre Príncipes dos Clãs Malkaviano ou Toreador.


No MET: O Príncipe ganha os Status Permanentes: Autoridade, Comandante e Soberano durante seu mandato. Ela pode oferecer a aceitação de Reconhecido a qualquer indivíduo em seu território, sem gastar uma característica de Status.


Na Cidade Livre: No Passado o Príncipe do Rio da facção da Torre da Cidade Livre se sentava no Conselho da Rosa Sombria junto com os outros Conselheiros como iguais, sendo de fato o líder apenas de sua facção, podendo ser efetivamente o Cônsul do Conselho caso fosse assim decidido a cada reunião, o que raramente acontecia, ou podendo ficar temporariamente no cargo enquanto a cidade estivesse em estado de guerra, sendo chamado de Marechal.


Desde a tomada total da Cidade pela Ventrue Dana e o subsequente golpe de sua Cria Don Guido, o Príncipe é o Consul ad Infinitum do Conselho da Rosa Sombria, tendo sobre o Conselho o apoio para sua Práxis, com o direito de desempatar votações ou até simplesmente de ignorar seus Conselheiros.


Senescal

Camareiro, Assessor, Consiliario, Tenente.


"Ser o poder por detrás do trono é sempre preferencial do que se sentar nele. Todos os Senescais inteligentes sabem disso. Excesso de alcance é uma ótima maneira de atrair acidentes. Não, aquele que aprecia sua existência investe melhor seus recursos transmitindo informações e ficando pronto para se desviar do caminho a qualquer sinal de problema. "

- ALAN SOVEREIGN, SENESCAL VENTRUE DE CHICAGO


O Senescal é a mão direita do Príncipe, com poderes para agir em seu lugar. Nos Domínios da Camarilla, o Senescal é tradicionalmente o assistente mais confiável do Príncipe, e ele fala pelo regente na sua ausência. Em qualquer noite, o Senescal deve ser um gerente capaz, um executivo, um anfitrião substituto ou qualquer uma das dezenas de outras funções que o Príncipe possa exigir. É uma posição complicada de se ocupar, talvez porque todo mundo veja um Seneschal voluntário como o "Iago de Otelo" em potencial.


O termo Senescal, outrora descrito como uma função em antigas casas nobres, era dado àqueles encarregados de administrar os arranjos domésticos, supervisionar os empregados e administrar as províncias. No entanto, O Senescal é um tradicional papel da Corte da Torre, e é um papel bastante influente. É uma posição em que os táticos, administradores e conselheiros prosperam, e é uma posição que vale a pena ser perseguida por Cainitas com talento para perceber as coisas que geralmente são ignoradas ou despercebidas. Freqüentemente o Seneschal assumirá o papel de Regente do Domínio quando um Príncipe cair em torpor ou de outra forma se tornar incapaz de desempenhar suas funções.


Um Príncipe costuma demandar que seu Senescal selecione os Membros que desejam uma audiência, forçando-os a convencer o Senescal da importância da discussão. Príncipes imprudentes podem ordenar que seus Senescais executem tarefas desagradáveis; isso quase sempre volta para assombrá-los mais tarde. Outros transformam Senescais infelizes em bodes expiatórios durante situações políticas desconfortáveis, alegando que o Senescal não deu ao Príncipe informações precisas, completas ou oportunas.


A maioria dos vampiros tenta agradar o Senescal, pois este augusto Membro geralmente tem o ouvido dos vampiros importantes no Domínio. Enquanto um Senescal pode optar por não trabalhar diretamente contra um vampiro que o ofenda, um Senescal inteligente pode filtrar facilmente as informações que apresenta, de modo a fazer com que o objeto de sua ira pareça um tolo ou uma ameaça ao Príncipe.


Servir de foco para quem quer falar com o Príncipe permite ao Senescal acessar uma quantidade impressionante de informações, e muitos conseguem se manter tão bem informados quanto às Harpias. Em certos casos, uma rivalidade informal pode se desenvolver entre o Senescal e as Harpias para determinar quem tem acesso a melhores fofocas. Essa competição é perigosa para qualquer Senescal, pois é fácil para outros Membros, do Zelador de Elísio ao Príncipe, percebê-la como um rival de poder e influência.


A principal vantagem de assumir essa posição de trabalho intensivo, como já foi dito, é que, se o Príncipe morrer ou for expulso pelo Conselho dos Primogênitos sem um candidato claro à Práxis, o Senescal se tornará o Príncipe legal aos olhos da Camarilla. No entanto, já que todos os urubus comem alegremente toda a carne morta, poucos Príncipes escolherão um Senescal que se mostrar muito faminto por poder. Por via de regra, esse é o motivo pelo qual a maioria dos Senescais já provaram o Vitae de seu Príncipe pelo menos uma vez.


Deveres do Senescal

  • Vice-Regente: Ter autoridade para agir e falar em lugar do Príncipe, quando o Príncipe não estiver presente ou quando o mesmo estiver ausente do domínio; Ter jurisdição de status sobre o domínio físico de seu Príncipe;

  • Ganhar a atenção do Príncipe: O Príncipe não pode se recusar a ouvir um pedido do Senescal. (O Príncipe, conceder ou não o pedido é outra questão, mas ele não pode recusar ao Senescal a oportunidade de fazê-lo.)


No MET: Uma Senescal ganha o Status Permanente Nobre durante seu mandato, e temporariamente ganha o Status Permanente Autoridade quando em uma reunião local, se o Príncipe não estiver presente.


Na Cidade Livre: No passado, a facção da Camarilla tradicionalmente tinha em sua Corte um Senescal que acumulava seus cargo e deveres com o do Arauto, por uma questão de logística e de tamanho da Corte. Após tomada da Práxis pela Ex-Príncipe Dana, nomeando um Arauto (chamado aqui na época de Chanceler), ela tentou nomear várias vezes um Senescal, sempre barrada pelos seus acordos com Conselho da Rosa Sombria, o que a Ventrue considerava ser sua única falha como Príncipe.


Com seu desaparecimento o Conselho rapidamente mudou de ideia, apontando Cristiano como um Senescal, que foi derrubado com a tomada da Práxis por Don Guido. Mais tarde, este nomeou Delfim para esse cargo, modificando o termo Senescal para Consiglieri que, ironicamente, acumula o cargo de Arauto.


Conselho Primogênito

A Primigênie, O Senado, A Assembléia da Primogenitura, O Presidium, O Conselho de Anciões, a Câmara dos Deputados, Os Conselheiros.


O Conselho Primogênio representa os interesses dos Clãs e aconselha o Príncipe em questões de direito e regra. Tradicionalmente consiste em representantes de cada um dos Clãs mais importantes da Cidade, os Membros mais influentes do Domínio, favorecendo naturalmente os Clãs da Camarilla, embora os outros tenham permissão para relatar qualquer problema a um Primogênito que não seja do seu próprio clã. Ocasionalmente, um Príncipe pode oferecer a um Membro influente de um clã de fora da Torre de Marfim um lugar no Conselho. Isso não é comum, mas não é considerado escandaloso, se o referido Primogênito for poderoso e visto como um benefício para a Camarilla.


Acredita-se que foi o Ventrue Jürgen von Verden, Príncipe de Magdeburg e Cria de Hardestadt o Ancião, quem cunhou o termo Primogênito. Ele recrutou vários Anciões importantes para sua Assembléia da Primogenitura para aconselhar seus esforços de guerra para tirar o antigo Reino da Transilvânia dos Clã dos Cárpatos. Os Príncipes dos Domínios nesta guerra, querendo o apoio dos Anciões locais e de outros Membros importantes, passaram a compartilhar seu poder com esses Conselhos.


Após a Convenção de Espinhos, tornou-se comum que os Domínios tivessem um Conselho Primogênitos para garantir a estabilidade. De fato, tornou-se uma questão de prestígio para um Príncipe ter Anciões importantes da cidade em seu conselho como demonstração de força.


Os Primogênitos falam por seus Clãs durante as reuniões do Conselho de Primogênitos e na Cortes formais. Nas noites modernas, a Primigênie atua como um conselho consultivo do Príncipe. No entanto, se algum Primogênito falhar em seus deveres, o Príncipe paga o preço político cobrado pelas Harpias e suas habilidades em espalhar escândalos.


Os Primogênitos em geral são Anciões, mas, apesar do termo ("primogênito" vem do latim para "primeiro nascidos"), não existem regras em vigor que garanta isso. De fato, nas últimas décadas, mais e mais Conselhos passaram por mudanças drásticas em sua estrutura. A principal autoridade dos Primogênitos é monitorar socialmente, patrocinar, recompensar ou punir seus companheiros de Clã dentro do Domínio. É necessário também observar cuidadosamente seus pares para se prevenir contra o abuso de poderes inerentes ao cargo. Aqueles que aumentam o prestígio de seus Clãs sem merecimento e são pegos certamente receberão repreendas das Harpias.


As Cortesias (ver apêndice) de um Domínio determinam exatamente como um Primogênito é selecionado. Alguns Domínios podem ter seus clãs elegendo seu Primogênito por meio de votação democrática, enquanto outros parecem meramente alcançar um consenso popular entre os mais velhos do clã.


O Príncipe tem o direito de recusar um assento no Conselho dos Primogênitos para um Clã se ele não tiver população suficiente dentro do Domínio ou como punição por comportamento inadequado. Esta é uma manobra política perigosa, pois pode levar a rancores e ressentimentos entre o Primogênito rejeitado e o Príncipe.


Membros sábios que visitam uma nova Cidade se encontrarão primeiro com o seu Primogênito para aprender as Cortesias locais antes de buscar Reconhecimento, para que não deem um passo em falso na sociedade daquele Domínio.


Antes uma cidade deveria possuir pelo menos quatro Primogênitos para ser considerada um Domínio adequado da Camarilla, ou a Cidade seria considerada um Domínio Menor, e essa cidade não poderiam sancionar uma Harpia. Um Príncipe que nomeia irresponsavelmente os Membros para o Conselho Primogênito descobre que é realmente mais fácil para seus inimigos derrubá-lo em um golpe sem sangue. Se um Príncipe aceitasse mais de oito Primogênitos em seu conselho, sua posição seria reduzida a um Príncipe Menor por ser incapaz de governar sem um excesso de Conselheiros.


A Demanda (The Beckoning) enfraqueceu muitos Domínios, afastando os o mais antigos Anciões dos Cainitas. Alguns Conselhos Primogênitos começam agora a operar rotativamente, outros limitaram seu tamanho a apenas três ou cinco Membros, forçando um número ímpar para que os votos passassem. Alguns domínios menores implementaram a regra de que os Membros do Conselho devem ter menos de um século de idade, acreditando que os representantes do Clã deveriam estar mais em contato com cultura contemporânea e prioridades dos Neófitos com maior facilidade.


Os Deveres e Domínios do Conselho Primogênito:

Júri dos Julgamentos: Apesar do Príncipe deter o critério de punição, ele geralmente invocará o Conselho Primogênito para passar o veredicto de inocente ou culpado. Administrar punições ou recompensas a membros de seu Clã; Atribuir território de caça aos Membros de seu Clã, negociar e reivindicar esses territórios a serem concedidos ao Clã pelo Príncipe; Ter jurisdição sobre membros de seu Clã que recentemente visitaram ou habitam o Domínio de seu Príncipe.

• Assessoria e Conselhos: Antes que o Príncipe tome qualquer decisão importante em relação ao bem-estar do Domínio, ele é obrigado a se encontrar com a Primigênie. Ele pode ignorar os conselhos que receber, mas isso geralmente seria imprudente. Príncipes são facilmente substituídos. Falar em reuniões do Conselho Primário; Assessorar e informar o Príncipe sobre eventos recentes;


O Primogênito adquire o status de Nobre enquanto durar seu mandato.


Na Cidade Livre: No Rio, os Primogênitos são chamados tradicionalmente de Conselheiros. No passado, as facções Camarilla e Sabbat formaram o Conselho da Rosa Sombria, que de fato operava como um Conselho com muitos Anciões tanto para o Príncipe da Torre quanto para o Arcebispo da Espada de Caim. O nome desse Conselho refere-se a aliança dos dois Altos Clãs da Cidade Livre, O Clã da Rosa e o Clã dos Magistrados, respectivamente. Os fundadores do Conselho foram Mestre Afonso, Téo, Ignácia e Menezes pelos Toreador e Sebastião, Narziela, Cristiano e Frei Diego pelos Lasombra, admitindo Malaquias pelos Malkavianos como exceção, o que fez com que o Clã da Lua fosse considerado um Clã Médio.


Apesar de ter fundado o Conselho, Gratiano raramente fazia parte, mas mantinha sempre um secretário. Aliás era raro que todos os Conselheiros estivessem presentes em todas reuniões, e muitos se valiam também de seus Secretários. Reuniões com o corpo de Conselheiros inteiro sempre foram muito tensas e com innuendos e escaramuças sutis e fatais. A cada reunião o Conselho selecionava um Cônsul, geralmente por um método aleatório de jogo de azar, o que muitas vezes favorecia o sortudo Conselheiro Malaquias dos Malkavianos dos Clãs Médios, que era visto como um ótimo mediador entre os Dois Altos Clãs da Cidade Livre: Toreador e Lasombra. Bernardo dos Nosferatu e Nascimento dos Brujah foram admitidos dos Clã Menores. Geralmente votavam em bloco, mas eram em geral sempre derrotados pelos Dois Altos Clãs, e Malaquias tomava o lado que lhe conviesse no momento. Tanto Mestre Afonso, Téo, Ignácia e Menezes, e por um tempo o Ex-Príncipe Soares, conseguiam combinar razoavelmente quem faltaria a uma reunião mas manteria um Secretário como seu substituto, enquanto Gratiano, Narziela, Sebastião, Frei Diego e Cristiano faziam o mesmo. Em geral cada reunião do Conselho contou com menos de três votos para um dos Dois Clãs, para a desvantagem de Nascimento e Bernardo, enquanto que Malaquias tomava o lado de um dos Dois Altos Clãs que lhe conviesse.


Apenas em tempos de guerra um Cônsul ficariam no poder por mais de uma reunião, o que no caso seria chamado de Marechal. Apesar da tensão e discórdia entre as facções, o Conselho se mostrava sadisticamente unido quando recebia Membros importantes ou notórios da sociedade Cainita que desejava se apresentar de passagem pelo Domínio. Eles empregavam uma brincadeira de ameaçar a todos caçarem o Cainita em questão, como uma forma de amedrontar o passante, deixando a hospitalidade para as festas empregadas pela Zeladora do Elísio.


Com a tomada total da Cidade pela Ventrue Dana o Príncipe passou a ser o Consul ad Infinitum do Conselho da Rosa Sombria, tendo o Conselho como apoiador de sua Práxis, com o direito de desempatar votações ou simplesmente de ignorar seus Conselheiros. Com o sumiço de Dana o Conselho apontou Cristiano como Senescal e Menezes como Marechal do Estado de Guerra, dividindo a função do Cônsul em dois. Após o subsequente golpe de Don Guido, o Príncipe voltou a ser o Consul ad Infinitum do Conselho da Rosa Sombria.


Secretário

O Conselho Primogênito geralmente se limita ao Membro Ancião mais antigo ou mais influente de cada Clã da Torre de Marfim, o que, a maioria dos casos, limita os Membros do Conselho a seis ou sete Cainitas. Por isso, muitos Primogênitos gostam de manter um segundo em comando, uma espécie de tenente ou assistente executivo, como um meio de mostrar a unidade do Clã e ajudar a gerenciar populações de Clãs particularmente numerosas dentro de um Domínio. Esse assistente geralmente é designado para acompanhar detalhes tediosos que não exigem a atenção completa do Primogênito. O Secretário do Clã é autorizado a coletar a opiniões dos vários Membros do Clã ou facção e serve como executor e consultor do Primogênito.


Na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, os Primogênitos adotaram o termo Whip - Secretário - de suas legislaturas mortais para descrever os Membros que serviam sob eles. O jogo de poder e as manobras entre esses Membros menores podem ser bastante intensos, pois o Primogênito gostava de apresentar a posição de Secretário como uma rota de prestígio e poder. Como em geral só há espaço para um Primogênito de cada Clã, fica claro a esses vampiros subservientes que só conseguirão os postos de Primogênito indo para outro Domínio ou sobre os corpos dos Primogênitos atuais.


No MET: Um Secretário não ganha Status Permanente para si, apenas temporariamente o Status Permanente Nobre quando em sua reunião local, se o Primogênito não estiver presente.


Na Cidade Livre: Os Conselheiros utilizavam no passado remoto bastante os seus Secretários nas reuniões do Conselho da Rosa Sombria.


E ainda criaram o cargo de Mirmidão, um segurança do Conselheiro, utilizando o nome original dado pelos Primogênitos de Jürgen von Verden, nome temporario originalmente dos Arcontes antes do Conselho dos Espinhos. Os Mirmidões ganham temporariamente o Status Permanente Executor quando protegendo um Conselheiro.


Após muitos anos de conflito entre os Dois Grandes Clãs Toreador e Lasombra, o Conselho determinou que Cada Clã poderia ter apenas um Secretário, mesmo que este Clã possuísse mais de um Conselheiro. Não que isso fosse um problema...


Apêndice

Cortesias, Intrigas, Cúrias e Éditos do Principado:

Um Príncipe tem o direito de interpretar como as Tradições irão ser aplicadas dentro do seu Domínio . Estas interpretações são muitas vezes tratadas como Tradições Menores e são referidas como as "cortesias", da tradição dos tribunais franceses descrevendo várias regras e etiquetas necessárias para sobreviver em Versailles. O eufemismo comum para navegar nas obscuras interseções entre as cortesias e as Seis Tradições são chamadas de "intrigas". Membros deve entender as cortesias e as intrigas para sobreviver no mundo da sociedade de Camarilla. Espera-se que os visitantes de um Domínio aprendam rapidamente as cortesias e intrigas locais da Corte. Um Príncipe definirá certas expectativas e espera-se que aqueles que estão sob sua proteção conheçam suas leis. Essas leis, as Cúria do Conselho Primogênito ou Édito próprio do Príncipe, após serem incorporados á Corte e todo Domínio, viram costumes e intrigas. Desconhecimento e Ignorância desses costumes não são aceitos como desculpa e Membros que reclamam demais encontrarão punições especialmente duras por violação de cortesias e intrigas desconhecidas.


Tradicionalmente, cabe aos Membros ouvirem as cortesias e intrigas por um Arauto ou Harpia no começo das Cortes quando elas são editada e aos Primogênitos explicar as cortesia e intrigas aos visitantes e recém-chegados. Caso um Primogênito não consiga educar adequadamente um Membro de seu Clã antes de trazê-lo perante o Príncipe para ser Reconhecido, ele é geralmente considerado igualmente em faltoso aos olhos da sociedade cainita. Em algumas cidades o Primogênito encarrega um Secretário (Whip) para fazê-lo, ou mesmo o Príncipe de um Domínio especialmente singular pode encarregar um assistente de Zelador de Elísio, Harpia, Arauto ou até o próprio Senescal da Cidade para fazê-lo.


O que é o caso da Cidade Livre do Rio Noturno, na pessoa do Arauto e Consigliere Delfim, até agora.

Ordem de votação:

A ordem de votação tradicional do Conselho no passado distante era pela ordem de entrada no mesmo, começando com os Baixos Clãs (Brujah e Nosferatu), os Médios (Ventrue e Malkaviano) e os Altos (Lasombra e Toreador). O Cônsul da sessão votava por último, apenas para desempatar se fosse necessário.


Já os Magistrados, quando presentes, eram convidados a começar a votação se abstendo com a frase cunhada por Boaventura e usada por Kalixto, Don Martino, Sara, Regente Álvaro, entre outros:


"Como um Clã/uma Linhagem de Sangue, que não faz parte tradicionalmente do Conselho da Rosa Sombria, pelos (nome do Clã ou Linhagem) não nos sentimos responsáveis por iniciar os votos."


Não foi instituída nem utilizada uma ordem de votação durante o período de regência de Cristiano como Senescal em lugar de Dana. Já no Novíssimo Príncipe e Cônsul Infinito, a ordem da votação tradicional não se altera sem que tal mudança seja uma sugestão de pauta. Portanto, na ordem:


Baixos Clãs (Brujah, Tremere e Nosferatu):

Ártemis (Sucessora de Rolf, que sucedeu Nascimento, sem Secretário apontado),

Regente Viktor (Sem Secretário apontado),

Bernardo (Secretário Consiglieri e Arauto Delfim).


Médios (Ventrue e Malkavianos) :

Cortesã Lady Isabelle (Sucessora de Don Guido, Secretária Ana Amélia),

Malaquias (Secretária Tape).


Altos Clã (Toreador e Lasombra):

Muller (Sem Secretário apontado),

Soares (Destituído, destruído e sem direito a sucessor),

Ignácia (Secretário Heleno),

Téo (Destruído e sem sucessor apontado),

Cristiano (Sem Secretário apontado),

Menezes (Sem Secretário apontado),

Narziela (Destituida, destruída e sem direito a sucessor),

Sebastião (Sem Secretário apontado),

Mestre Afonso (Secretária Katrina).

Gratiano De Veronese (Desaparecido e sem novo secretário apontado).


O Consul Ad Infinitum Principe Don Guido vota ao final apenas se houver empate.

Próxima Postagem:

Cargos da Camarilla Parte II: Xerife, Zelador do Elísio, Cortesã, Arauto, Harpia, Algoz, Cappo de la Torre, Guardas, Soldados e outros...

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