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Cargos da Camarilla Parte I

Cargos da Camarilla Parte I: O Príncipe, o Senescal (Consigliere), o Conselho Primogênito (Conselho da Rosa Sombria) e seus Secretários

Antes da Ex-Príncipe Dridane "Dana" Holman declarar Práxis, a Cidade Livre do Rio de Janeiro Noturno possuíam facções bastante estruturadas e separatistas, que tinham cada uma suas próprias estruturas:


A Camarilla: com seu Príncipe, Primogênitos, Xerife, Arauto, Secretários, Mirmidões e Coteries etc.


O Sabá: com seu Arcebispo, Bispo, Templários, Sacerdotes, Ducti e Bandos.


Os Autarcas: sem organização alguma


E cada Clã Independente com sua própria estrutura interna:

Silsila, Rafiq, Da'i e o Áses para os Banu Haqim

Hierofante, Sacerdotes Leitores e Guardião do Templo do Ministério

Nonna, Cappo e Maestro para a Famiglia Giovanni dos Hecata

etc.


Já o Conselho da Rosa Sombria era formado pelos Anciões dessas facções e os Autarcas, que não se misturavam com nenhuma delas, na sua maior parte dos Clãs Lasombra e Toreador. Estes eram os Conselheiros. Já os Anciões dos Independentes tinham voz mas não possuíam voto. Esses eram os Magistrados. Tradicionalmente, o líder do Conselho era chamado de Cônsul. Ele era eleito a cada reunião em tempos de paz ou vitalício com o título de Marechal durante todo o tempo de guerra. Apenas um cargo era reconhecido por todas as facções: A Zeladora do Elísio que tradicionalmente era a Anciã Toreador Dominique Santo Paulo.


A estrutura da Cidade Livre mudou com a falsa supremacia da Camarilla arquitetada por Dana, porém as hierarquias eram toleradas longe da vista da Corte da Torre de Marfim e fora dos Elísios. Apesar da maioria do Sabá partir para a Cruzada da Gehenna e alguns de seus Cainitas cariocas deserdarem para a Camarilla, a mentira da supremacia foi se tornando cada vez mais verdade, e a Torre foi se tornando cada vez mais elitista e orgulhosa de sua efetividade e feitos.


Dana, a eterna diplomata, conseguia manter com muito custo algumas das diferenças longe dos olhos da Corte, inclusive aceitando Cainitas e lhes dando territórios de caça longe dos olhos da Torre, decretando alguns desses territórios como "proibidos".


Dominique mantinha para ela alguns dos Rituais fundamentais do Sabbat da facção dos Moderados e de outros cultos antigos vampíricos de forma heterodoxa e amenizada, para parecerem "atrações diferentes" do Elísio. Para isso ela contava com alguns Conselheiros e Magistrados: Frei Diego e Ignácia mantinham o coração daqueles que tinham formas diferentes de fé em Caim satisfeitos. Mestre Afonso nas Elísias e Sebastião às escondidas da Corte sussurravam nos ouvidos dos mais novos herdeiros das duas facções palavras de como a Cidade Livre era mais justa e libertária e para que não dobrassem o joelho facilmente para a Príncipe. Boaventura e Gratiano se mantinham alheios a tudo isso enquanto que Kalixto, Sara, Nonna Constanza, Don Martino, Isaura, Malaquias, Bernardo, Nascimento, Téo, Menezes e Cristiano influenciavam o mundo mortal como poucos. Até que a Príncipe Dana desapareceu...


Cada cidade da Camarilla tem sua hierarquia própria e singular, forjada em modos e leis, procedimentos, Cortesias, Cúrias e Éditos, desenvolvidos por gerações de acordos, promessas, juras e apoiados por poderosos Laços de Sangue. Conquanto a tendência de um Príncipe como o regente, Primogênitos como conselheiros e um Xerife como o executor da lei se tornam uma convenção, algumas cidades têm múltiplos regentes ou sumiram com alguns cargos tradicionais totalmente. Alguns Domínios poucos mas significativos inclusive descartam a ideia de um Elísio, declarando que se trata de uma antiga premissa que todos o Membros se encontrarem num único lugar carrega um potencial sentença de Morte Final.


Para muitos, a Corte que Don Guido ganhou do Senescal Cristiano em uma Symbel de Mestre Afonso é única, mas tenta simular, em muitos aspectos, tudo aquilo que Dana aprendeu em Chicago, a mais Camarilla das cidades dos Estados Unidos. E tudo aquilo que sua falecida Senhora tentava evitar.


As hierarquias dos Anarquistas e dos demais Clãs fora da Camarilla como Brujah, Gangrel, Ministério e Hecata estão se reestruturando no momento do nosso jogo no V5, faremos uma publicação posterior assim que estas se restabelecerem.




Príncipe

O Ancião, O Soberano, O Suserano, O Regente, O Prefect, O Prefeito, O Premier, O Governador, O Marechal, O Pretor, O Cônsul.


"(...) Já que amor e medo raramente podem coexistir, se devemos escolher entre eles, é bem mais seguro ser temido do que amado."

  • NICCOLO MACHIAVELLI, O PRÍNCIPE.

“Você renasceu em uma Seita com centenas de anos, cujos líderes convenceram o mundo inteiro de que nossa existência é uma mera ficção. Basta dizer que existem algumas expectativas postas a mesa: Em troca da herança e da educação que já recebeu, você deve aderir às nossas leis e costumes - as Tradições. E se deseja avançar em nossa sociedade, terá que me impressionar."

  • KEVIN JACKSON, O PALADINO, PRINCIPE VENTRUE DE CHICAGO

O Príncipe é o vampiro que reivindica o direito de governar um Domínio. Um Membro se torna Príncipe alegando Práxis e, se for bem-sucedido, tem a liberdade de fazer o que quiser dentro de seu Domínio - pelo menos em teoria. Nas noites modernas, o título de Príncipe é sinônimo de Camarilla, mas a designação remonta antes de Roma e a continuidade nas estruturas feudais da Idade das Trevas. O título Príncipe se aplica a governantes de ambos os sexos; apesar das origens patrícias do título, o uso moderno do termo deve mais ao pequeno livro de Maquiavel do que à realeza.


Um Príncipe representa sua cidade, para o bem ou para o mal. Ele é encarregado da lei, governança e de reforçar as Tradições. Tais Tradições descrevem os direitos e responsabilidades do Ancião, tais como as do Príncipe para dar ou reter o presente de Abraçar alguém a seus súditos ou sentenciar um Membro dentro de seu Domínio a Morte Final.


Ele mantém a paz entre os Cainitas e cria leis locais conhecidas como Cúrias ou Éditos (ver apêndice); ele também faz o que for necessário para manter a cidade organizada e a salvo de incursões. Um Príncipe usa muitas Máscaras, incluindo diplomata, comandante em chefe, legislador, patrono das artes e juiz. Enquanto sua autoridade deriva das Tradições, seu sucesso como Príncipe depende tanto, senão mais, de sua capacidade de gerenciar um Domínio cheio de predadores noturnos sobrenaturais através da aplicação hábil de influência, persuasão, carisma pessoal e pura força de vontade. Alguns P